No Período antes da ordem do dia, a deputada Alexandra Moura lembrou que a construção do Centro de Saúde de Algés continua adiada, perguntando se na realidade ela se iniciará em 2011 ou se é verdade que o Tribunal de Contas reprovou o caderno de encargos, visto que colocaram no caderno de encargos as marcas do que teriam que comprar. Por outro lado, parecem existir diferenças significativas entre o facturado e a real actividade da Oeiras Primus, parceria público-privada. Perguntou ainda o que se passa com o prédio da Rua Nuno Bragança, nº 2, em Porto Salvo, que foi construído no âmbito do programa Habitar Jovem, e que apresenta problemas ao nível da electricidade apesar de ter sido sujeito a obras muito recentemente.
Ainda durantes este período, o deputado Paulo Freitas do Amaral referiu-se à situação das muralhas do Rio Jamor, bem como a outras situações que possam levar a um maior risco de cheias na Freguesia da Cruz Quebrada/Dafundo, a cuja Junta preside. Afirmou também que as obras da construção de uma rotunda no Estádio Nacional se deverão à necessidade de corrigir erros de cálculo constatados, o que levou à paragem durante um mês. Por fim, lembrou que as freguesias de Caxias e de Cruz Quebrada/Dafundo são as únicas no Concelho que não foram contempladas com iluminações de Natal, e que a freguesia a cuja Junta preside ainda não recebeu qualquer intervenção ao nível da poda de árvores.
Respondendo ao PS, o Vice-Presidente da CMO afirmou que:
- O visto do Tribunal de Contas foi recusado, porque o caderno de encargos não estaria elaborado nas devidas condições (confirmando o referido pelo PS);
- Os equipamentos a construir pela Oeiras Primus estão concluídos, e houve uma fiscalização externa; foi entretanto pedida uma auditoria, e é um problema do parceiro privado encontrar financiamento;
- De facto os problemas relativos à rotunda no Estádio Nacional tiveram a causa invocada (confirmando o referido pelo PS);
- As iluminações de Natal foram colocadas pela Associação Comercial, mas nas freguesias de Caxias e da Cruz Quebrada/Dafundo serão colocadas pela CMO.
No ponto 2, o PS apresentou uma candidatura à Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, tendo indicado o camarada Paulo Amaral (Presidente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada/Dafundo), por nessa freguesia se encontrar a área florestal mais importante e mais utilizada do Concelho. O resultado da votação secreta, 21 para o IOMAF e 20 para o PS (quando o PS só tem 10 deputados municipais), demonstra de forma inequívoca o trabalho que temos desenvolvido e o reconhecimento que granjeamos junto das outras forças políticas na Assembleia Municipal.
Quanto à apreciação do relatório anual da empresa Habitágua, o PS, através do deputado Paulo Freitas do Amaral, manifestou a sua preocupação com a situação financeira da empresa, de manifesta debilidade, e responsabilizando a Câmara Municipal por esse facto. A deputada Alexandra Moura aproveitou ainda para criticar a posição assumida pelo PSD, de desresponsabilização da CMO quanto às opções estratégicas assumidas. Por fim, o deputado Joaquim Reis Marques lembrou o historial dos associados da empresa em causa.
Os pontos 5 e 12 foram debatidos em conjunto, por se referirem a áreas urbanas de génese ilegal. O PS, pela voz do deputado Pedro Sá, questionou a CMO por que razão se exige um pedido prévio de isenção e não se confere uma isenção para todos os casos nas mesmas circunstâncias, perguntando também quais as razões da excessiva demora dos serviços no tratamento da situação concreta apresentada, e quantas e quais daquelas áreas existem no Concelho.
Em resposta, o Vice-Presidente da CMO afirmou que estes processos são conduzidos pelos particulares, pelo que a demora depende dos munícipes. Apontou ainda como AUGIs Leceia e o Casal das Chocas, bem como outras áreas não consideradas como tal aquando da elaboração do PDM: a Quinta da Gandarela e o Bairro dos Moinhos.
Quanto ao Regulamento do Programa de Actividade Física 55+, o PS, através dos deputados Pedro Sá e Luísa Lisboa, solicitou a retirada da proposta, por conter algumas imperfeições sistemáticas e situações que podem ser desburocratizadas. Não tendo a CMO retirado a proposta, o Partido Socialista absteve-se na votação.
Foi também apreciada e votada a minuta do contrato-programa a celebrar entre a CMO, a Agência Portuguesa do Ambiente e a OEINERGE. A deputada Alexandra Moura questionou a CMO sobre as verbas referentes a assessoria técnica e implementação de software, que constituem a grande maioria das verbas incluídas, solicitando ainda diversas informações sobre as actividades descritas, que não se encontram fundamentadas na proposta. O PS, consequentemente, absteve-se, por não terem sido esclarecidas as dúvidas colocadas.
Relativamente à constituição de direito de superfície à Parques Tejo para a construção de parque de estacionamento no Largo Rui Pereira, em Linda-a-Velha, o deputado Tiago Serralheiro questionou a CMO sobre a duração da concessão. A proposta foi adiada, por se ter verificado uma imperfeição na proposta.
Quanto ao ponto 10, o PS, através do deputado Pedro Sá, questionou a CMO sobre a viabilidade desta votação tendo em conta a redacção de um artigo do Regulamento Municipal de Taxas. Votámos favoravelmente, embora com dúvidas sobre o efectivo sentido do preceito em causa.
Já passava das 20 horas e chegara-se a acordo em conferência de líderes que os pontos que não fossem discutidos nesta reunião sê-lo-iam na próxima sessão ordinária, dia 20 de Dezembro. Contudo, o IOMAF e o PSD forçaram a continuação, pelo que os deputados do PS, em conjunto com os eleitos da CDU, do CDS/PP e do BE, abandonaram a reunião.