Oeiras: Concelhia do PS contesta reforma administrativa proposta pelo PSD
Terça-feira, 18 de Outubro, 2011Oeiras, 18 out (Lusa) – O líder da concelhia do PS de Oeiras, Marcos Sá, contestou hoje a proposta de reforma administrativa apresentada no sábado pelo PSD Oeiras para redução do número de freguesias do município, considerando-a “irresponsável” e “populista”.
“O PSD, ao apresentar uma proposta destas, teve uma atitude absolutamente irresponsável e populista e mostrou que, no futuro, não pode governar Oeiras”, afirmou Marcos Sá à agência Lusa.
No âmbito das Jornadas Autárquicas do PSD Oeiras, que se realizaram no sábado, o presidente da concelhia social-democrata, Alexandre Luz, propôs a redução das freguesias do concelho de dez para sete, com a extinção das freguesias com menos de 10 mil habitantes, ou seja, Cruz Quebrada, Caxias e Queijas.
Perante a proposta apresentada, o líder do PS Oeiras acusa o PSD de “não saber a realidade social e administrativa do concelho”. Por isso, “fez uma proposta totalmente cega”.
A Câmara de Oeiras é presidida pelo movimento independente Isaltino – Oeiras Mais À Frente (IOMAF), em maioria na assembleia municipal, que ainda não propôs alterações ao mapa do município. Do executivo fazem também parte o PSD (com pelouros), o PS e a CDU.
Para uma proposta “séria e transparente, como a que está a ser implementada em Lisboa” (acordada a nível distrital pelo PS e pelo PSD), Marcos Sá sugere que se peça um estudo sociológico independente a uma universidade para apurar as necessidades do concelho, a partir daí realizar-se uma proposta política e colocá-la em discussão pública.
“Só com esta metodologia é que tomaremos uma posição sobre a reforma administrativa. Caso contrário, o PS de Oeiras votará contra esta proposta que é profundamente populista”, frisou.
Marcos Sá apelou ainda à seriedade dos partidos para elaborar uma proposta que “melhor sirva a população e que não se baseie na proposta apresentada pelo Governo, que é pura demagogia”.
O Documento Verde da Administração Local, proposto pelo Governo, pretende reduzir para menos de metade o número de freguesias nas sedes dos municípios com maior densidade populacional, avançando igualmente com a redução em 35% dos vereadores eleitos das câmaras municipais e em 31% dos que exercem o cargo a tempo inteiro.