Oeiras: PS lança petição para que continue a ser obrigatória a construção de ‘casas do lixo’ no concelho
Quarta-feira, 10 de Fevereiro, 2010Oeiras, Lisboa, 05 fev (Lusa) – O PS Oeiras lançou uma petição para que continue a ser obrigatória a construção das “casas do lixo” no concelho, salientando as vantagens da recolha seletiva porta a porta, depois da autarquia ter aprovado o final desta regulamentação.
Casa do lixo é a denominação usada para o armazenamento coletivo dos recipientes normalizados para a deposição de resíduos urbanos.
Em declarações à agência Lusa, a deputada municipal do PS Alexandra Moura explicou hoje que “a Câmara de Oeiras aprovou uma deliberação que retira a obrigatoriedade de construir as casas do lixo nos novos edifícios”, considerando que “é prejudicial para a recolha seletivo do lixo” no concelho.
A medida, aprovada pelo movimento Isaltino, Oeiras Mais à Frente (que lidera a autarquia) e pelo PSD, com os votos contra dos vereadores socialistas e da CDU, elimina a regra, anteriormente prevista, de que “os projetos de construção, ampliação ou remodelação de edifícios prevejam a existência de um compartimento para armazenamento coletivo dos recipientes normalizados para a deposição de resíduos urbanos” – as chamadas casas do lixo.
Contra esta deliberação, a concelhia do PS lançou uma petição pública pedindo a sua “revogação (…) e substituição por regulamentação que garanta a recolha porta a porta nas zonas onde as habitações o permitam, bem como, o alargamento às zonas do concelho onde se verifique ser ambientalmente vantajoso”, lê-se no documento.
Alexandra Moura disse que o PS “não pretende que a recolha porta a porta decorra no concelho todo, porque tem a ver também com a tipologia das ruas e das casas, mas nas zonas a urbanizar tem de ser mantido”.
A petição salienta ainda vantagens do sistema de recolha porta a porta: “Eliminação dos custos de lavagem dos ecopontos, dos depósitos clandestinos junto aos ecopontos, da necessidade de deslocação dos munícipes, dos impactos negativos ao nível da mobilidade, bem como uma maior quantidade per capita de resíduos recolhidos, diminui a contaminação por lixos recolhidos (por mistura)”.
A deliberação aguarda agora aprovação na Assembleia Municipal, que deverá acontecer ou no fim de fevereiro ou no início de março.